Free lancer. Ser ou não ser?

 

Ser ou não ser um profissional free lancer?
Resposta difícil de ser respondida, não é?
Posso lhe dizer que é um grande desafio.

E, vou tentar, em poucas palavras, descrever os pontos fortes e fracos desta ocupação que, por muitos, é escolhida e que, para outros virou uma necessidade pela falta de oportunidade no mercado turístico.

Infelizmente, no mercado de trabalho brasileiro, há um preconceito muito grande em relação aqueles profissionais que chegaram aos seus 40 e poucos anos sem uma escalada monumental em suas carreiras profissionais. E toda a sua experiência, não tem valor nenhum, se ele não ocupar um cargo de diretoria ou gerencia comercial em uma grande empresa.

Partindo desse principio, esses profissionais “excluídos” ainda se acham em plena forma, tanto física, mental e profissional como emocional, para continuarem trabalhando no mercado. Afinal, muitos continuam dependendo do turismo para sobreviverem e, às vezes, é a única experiência acumulada durante anos de prestação de serviços em agências de viagens, e que, por sinal, sabem fazer muito bem.

Por outro lado, existem aquelas pessoas que estão iniciando a sua carreira em turismo e que o mercado, por várias razões (crise, economia de custos, etc…) também é implacável. Ou exige uma experiência absurda e que esses “novatos” ainda não a possuem, ou entram no mercado como profissionais free lancers, trabalhando sem nenhum respaldo da lei trabalhista (sistema encontrado por várias empresas para burlarem a legislação trabalhista), para aprenderem a profissão. Então, como estão “cheios de gás”, optam por trabalhar por conta própria. Aprendendo com a prática do dia-a-dia, entre erros e acertos, e sonhando com altos salários e muitas viagens gratuitas. E la nave vá…

Com a evolução das tecnologias, principalmente da internet, onde hoje é possível fazer uma consulta e/ou uma reserva online de vários serviços turísticos e com os dispositivos móveis que você pode, além de fazer as mesmas consultas e reservas, também pode se comunicar com o mundo inteiro através de seu smartphone ou lap top, em qualquer lugar que você esteja, a atividade de free lancer ficou muito mais aprazível e mais bem rentável, do que trabalhar 8 hs por dia dentro de uma agência de viagem.

Muitos profissionais, antigos ou novos, estão optando por trabalhar em casa (Home Office), devido a essas facilidades, e, entre outras, como por exemplo, não enfrentar mais aquele trânsito caótico para ir de sua casa à empresa, como também, ter uma maior flexibilidade no seu horário de trabalho. Outro benefício é que, trabalhando numa agência de viagens, a sua porcentagem de comissionamento por venda efetuada é bem menor do que aquela que você irá ganhar, trabalhando por conta própria, que, às vezes, a porcentagem pode ser equiparada à comissão que é paga às agências de viagens pelos fornecedores. Realmente é uma excelente solução. Você economiza em tempo e dinheiro.

Mas, também tem seus percalços. Além de toda a responsabilidade que é trabalhar em casa (não vou me estender nesse assunto, pois já existem vários artigos sobre o mesmo), o profissional de turismo terá que enfrentar algumas situações, que muitos, já estão enfrentando.

Atualmente, o consumidor, pesquisa muito na internet. Mas, são poucos, aqueles que realmente “fecham” algum produto ou serviço turístico online. Fica difícil confiar em alguém que está na tela de seu computador. Sem um endereço comercial, sem um CNPJ. E, por outro lado, os próprios fornecedores, olham desconfiados para profissionais free lancers e, como conseqüência, os sistemas online ficam restritos somente a consultas básicas e pré-reservas, impedindo que o profissional concretize uma venda pelo mesmo sistema.

Devido a várias picaretagens de muitos maus profissionais, ambos, fornecedores e clientes, ainda preferem o contato físico como forma de estabelecer uma parceria, ou seja, com um endereço comercial e um CNPJ, talvez, após essa averiguação, a venda seja concluída online. O que não é muito comum. Essa é uma realidade.

Então o profissional free lancer, que não tiver uma carteira de clientes fiéis aos seus serviços, e que nem sempre é uma garantia, pois aparece novamente o preconceito e muitos clientes o abandonam sem mais nem menos. O profissional, ao final do mês, poderá sofrer uma queda bem significativa em seus rendimentos. E, desta forma, muitos desistem e optam por outras formas de trabalho mais rentáveis.

E então? Ser ou não ser um agente de viagens free lancer? É um grande desafio, sem dúvida.

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Sobre Antonio Moreno
Consultoria e Assessoria

11 Responses to Free lancer. Ser ou não ser?

  1. samanta says:

    antonio, boa tarde, estou pretendendo começar uma carreira como free lancer, pois trabalhei 12 anos na Tam, 2 no Galileo, e agora, como tenho 2 filhas nao consigo sair para trabalhar, vc acha bom, este trabalho de free lancer?

    grta

    • Olá, Samanta, tudo bem?!
      Como você leu o artigo, não é tão fácil como parece ser. E no seu caso, parece ser uma necessidade. Mas, mesmo assim, antes de qualquer atitude, é bom você fazer um planejamento e verificar todas as possibilidades e consequencias. Aconselho ler muita literatura (artigos) antes de tomar qualquer decisão.

      Lembrando que, nestes casos, o nosso maior patrimônio, são os nossos clientes. Portanto, verifique a sua carteira de clientes, ou comece a formá-la, analisando potenciais clientes em seus relacionamentos e leia sobre as melhores maneiras de atendê-los para prestar os melhores serviços.

      Outro fator importante é verificar com quais empresas (fornecedores) você manterá uma parceria. É importante verificar e analisar àquelas que lhe fornecerão um melhor atendimento e que tenham portais (sistemas) online que otimizarão a prestação de seus serviços.

      Outra possibilidade, você poderá trabalhar em casa como uma pessoa jurídica, pois podemos nos formalizar como agencia de viagens, sendo um micro empreendedor individual (www.portaldoempreendedor.gov.br). Analise antes de tomar qualquer decisão, pois, neste caso, você assumirá um pagamento mensal de impostos.

      Agradeço pelo seu contato e estou à disposição para maiores esclarecimentos. Gde Abraço!

  2. valter says:

    Antonio tenho 38 anos de idade e sou formado em bacharel de turismo a cinco anos,nunca atuei na area,quero trabalhar com free lance começando com rede de amigos(publico jovem) na tipologia turismo de aventura.A minha ideia e conseguir clientes para operadora turistica e conseguir uma comissao.o que voce acha da uma sugestao.

    • Prezado Valter,
      Cinco anos é muito tempo fora do mercado e, no seu caso, como você nunca atuou no mercado de turismo, é bem complicado. Minha dica é que você faça um curso rápido (existem escolas técnicas especializadas na formação de profissionais), normalmente a duração é de quatro a seis meses, dependendo da função que você quer exercer (Ex.: guia de turismo ou agente de viagens). Desta forma você estará se atualizando e ao mesmo tempo mantendo contato com o mercado e com novos amigos e parceiros. É também um bom tempo para que você planeje a sua atividade como free lancer. Ou seja, começando a estruturar e a organizar o seu trabalho. Pesquisando e selecionando parceiros (Operadoras), participando de eventos, principalmente no segmento que você quer atuar e, também, descobrindo o seu público alvo e o que eles realmente querem. Acredito que seja um bom começo. O que você não pode é deixar de ter determinação e foco nos seus objetivos.

      Muito obrigado pelo seu contato e lembre-se que estou à disposição para maiores esclarecimentos. Um grande abraço e muito SUCESSO!

  3. Amanda Carmo says:

    Antonio, boa tarde

    Trabalho no turismo ha 7 anos e estou como free ha 1 ano, tenho uma carteira até que bacana, mas quero aumentar esse numero, gostaria de uma dica por onde devo avançar…pois meus clientes hoje são amigos e indicação de amigos….mas ainda é pouco quero mais….e também se vc tiver dicas de cursos que podemos fazer..enfim toda dica será válida.

    Grata

    Amanda

    • Olá, Amanda! Obrigado pelo seu contato!

      Parabéns pela sua carteira e atenção: Preserve-a!
      Você está conseguindo uma coisa muito boa e que muitas empresas almejam que é o famoso boca-a-boca.

      Em primeiro lugar, você deve preservar a sua carteira de clientes. Pois você sabe que é a sua “mina de ouro”!
      Por suas poucas palavras, não tenho a dimensão exata de como anda os seus negócios em turismo. Mas a orientação que lhe passo é a seguinte: Formalize-se. Hoje você tem a oportunidade de se formalizar como Agencia de Viagens, com CNPJ e Cadastur como Empreendedor Individual. Isso vai lhe ajudar a abrir as portas para muitos fornecedores e com condições melhores de pagamentos e de comissionamento. E, também, não há a necessidade de você abrir uma loja, você poderá continuar o seu trabalho home office. Você pode pegar maiores informações através do site: http://www.portaldoempreendedor.gov.br.

      Também é interessante você acessar o portal Sebrae de sua cidade para saber maiores informações a respeito de gestão em turismo, gestão empresarial, como captar novos clientes, etc., pois eles têm muitas opções de artigos e cursos online e presenciais para que você possa se especializar. Procure na internet artigos sobre captação de clientes, promoção em vendas de produtos e serviços turísticos, etc. Fique muito bem informada antes de tomar uma decisão ou planejar uma estratégia para a captação de novos clientes.

      Acesse, também, o portal da Abav de sua cidade, pois você também encontrará muitas informações e muitos cursos online e presenciais. Neste caso, haverá um problema, para a participação nos cursos da Iccabav, você terá que ter um CNPJ.Mas não custa nada tentar, como você sabe, “Quem tem boca vai à Roma”…

      Bom, já é um bom começo. Portanto, não perca tempo e coloque a mão na massa!

      Um gde abraço e muito SUCESSO!

  4. Amanda Carmo says:

    Obrigado Antonio, pela rapida resposta…foi super valido e será de grande ajuda…vou buscar as informações indicadas.

    Grata

    Abraços

    Amanda

  5. Samanta says:

    Oi Antonio,

    Obrigada por me ajudar, e agora tenho uma outra duvida, que inclusove hoje fui ao Sebrae e els nao conseguiram me ajudar, queria abrir um cadastro de mei, mas como faco com notas fiscais, exemplo, vendo um pacote de rs 60.000,00 reais, vou ganhar rs 5000,00 com isso, e se o cliente quiser nota ??. Acabo com meu faturamento anual ??.

    Obrigada

    • Olá Samanta, boa tarde!

      Respondi diretamente para o seu endereço de e-mail. Espero que esclareça as suas dúvidas. Sinta-se à vontade em escrever-me caso as dúvidas persistem.
      Uma excelente semana para você!

  6. Camilo says:

    – Mto bom o artigo!
    Estou interessado em iniciar um serviço assim, mas ñ consigo um contato bom para isso.

    • Olá Camilo, bom dia!

      Antes de você iniciar esta atividade, será preciso elaborar uma pesquisa com todos os detalhes possíveis da área em que você quer atuar. Com as informações em mãos, o próximo passo é elaborar um planejamento estratégico de como você irá atuar. A partir disso, fica mais fácil você saber com quem você irá manter os primeiros contatos e parcerias. Espero tê-lo ajudado. Uma excelente semana para você!

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