Abav-RJ critica falta de interesse dos agentes

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A Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav-RJ), hoje a maior regional da Abav do País, com cerca de 620 associados, termina 2012 com 300 cursos de capacitação realizados ao longo do ano. O número, no entanto, contradiz a quantidade de inscritos. O presidente da entidade, George Irmes (foto), não revela a quantidade de pessoas capacitadas, mas diz que é muito abaixo do que gostaria. “Se pudesse resumir em uma palavra, seria decepção”. Leia mais deste post

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A força da nossa classe!

No próximo dia 24 de abril é comemorado o Dia do Agente de Viagens. E, nós, agentes de viagens merecemos, por todas as nossas lutas e conquistas, que realizamos diariamente, uma grande homenagem. Mas que tipo de homenagem nós queremos? E, francamente, comemorar o quê?

Atualmente, recebemos uma “chamada” do presidente de nossa representante para um “boicote geral” a IATA, devido a uma resolução tomada pela mesma em relação ao não pagamento da comissão pelas cias aéreas internacionais a partir de junho deste ano.

E, neste ponto, concordo plenamente com suas palavras “É uma idiotice continuarmos filiados a uma associação que não nos ajuda em nada”. Pelo que entendo, uma associação é criada para defender os direitos de seus associados e, francamente, a IATA está fazendo muito bem o seu papel. Não vislumbro nenhum cartel… Se a mesma faz com que a nossa representante seja “ouvida” e não “escutada” em suas reuniões, na minha opinião, alguém não está cumprindo direito o seu papel.

E, cabe a nós, agente de viagens, cobrarmos uma posição mais adequada, baseada em estratégias inteligentes que deveriam ser articuladas, há muito tempo, desde o início da redução do comissionamento, lá atrás, na época da Varig. Lembra? E, neste momento, uma “guerra”, nesta altura do campeonato, não será uma boa solução para ninguém.

Acho que a melhor homenagem que nós podemos fazer, a nós mesmos, é acabarmos de vez, com a nossa cegueira e inércia e, demonstrarmos mais união e mais força para exigirmos de nossas associações de classe uma representatividade racionalmente e realmente ativa e que defenda nossos direitos com mais maturidade perante o mercado. Porque defender os nossos direitos é um dever, é uma obrigação, pois afinal, somos nós que pagamos as contas.