Abav-RJ critica falta de interesse dos agentes

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A Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav-RJ), hoje a maior regional da Abav do País, com cerca de 620 associados, termina 2012 com 300 cursos de capacitação realizados ao longo do ano. O número, no entanto, contradiz a quantidade de inscritos. O presidente da entidade, George Irmes (foto), não revela a quantidade de pessoas capacitadas, mas diz que é muito abaixo do que gostaria. “Se pudesse resumir em uma palavra, seria decepção”. Leia mais deste post

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A pergunta que não quer calar! – Parte 1

Por que quando você participa de um evento de turismo, chega próximo a um estande de uma grande empresa (potencial fornecedor), apresenta o seu cartão e diz que trabalha em casa (home office) ou diz que é free lancer, você sente que há um certo “preconceito” do profissional que o está atendendo na apresentação dos produtos e serviços? Leia mais deste post

Agente de Viagens: Não perca o controle. Inove!

Já está na hora de não perdermos o controle, pois às vezes, como revela o dito popular, “a nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima”.

O que não se deve é agir como muita gente que, diante de momentos críticos, costuma culpar as circunstâncias. Para este tipo de gente há sempre um bom motivo para explicar o insucesso. O que elas esquecem é que o vencedor não dá a mínima importância para as circunstâncias, ele as cria. Leia mais deste post

Santo de casa faz milagres?

A discussão sobre a eficácia da venda do Brasil para os brasileiros não é nova, mas o retorno dela mostra-se importante na medida em que o mercado acena para uma possível preferência pelas viagens internacionais.

O Brasil sabe se vender para os brasileiros?
A pergunta é recorrente e volta sempre à baila quando se noticia, por exemplo, que nossos viajantes se interessam cada vez mais pelas viagens internacionais e que os gastos dos turistas  brasileiros no exterior aumentam vertiginosamente.

As justificativas para o aumento das viagens internacionais e para o crescimento dos gastos dos brasileiros lá fora variam, mas a opinião em comum entre boa parte dos profissionais ouvidos é a de que o cambio vem fazendo a diferença. Há quem diga, por outro lado, que a conjuntura econômica não é o fator preponderante: faltaria criatividade e estratégia no marketing dos destinos nacionais, visando atrair os brasileiros

A questão também vem à tona quando chegam ao conhecimento do mercado ações de comunicação e marketing pouco elaboradas – ou profissionais.

O Ministério do Turismo não está alheio a isso, pelo contrário. O Estudo de Competitividade Turística dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico, nas duas edições em que foi realizado – 2008 e 2009 – mostrou que Marketing e Promoção são uns dos quesitos com pior desempenho.

Apesar dos desempenhos fracos ou medianos dos destinos turísticos nacionais, é fato que as viagens nacionais crescem no Brasil. Números como os desembarques domésticos comprovam isso. Em 2009, atingiu-se o recorde de 56 milhões de desembarques aéreos domésticos (a maior parte vinda do mercado corporativo). A hotelaria também mostra isso. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), a ocupação média hoteleira cresceu 8% a cada ano, nos últimos dois anos.

São basicamente dois os pilares que sustentam as justificativas relativas ao aumento das viagens internacionais e ao crescimento dos gastos dos brasileiros no Exterior: câmbio valorizado e deficiências no produto / serviço turístico brasileiro, com destaque para a promoção e divulgação no mercado doméstico. Itens complementares também entram no jogo, como o suposto glamour de uma viagem internacional, o status que ela daria e a vontade de conhecer novas culturas.

Com o real forte perante o dólar, as viagens internacionais ficam mais acessíveis ao bolso do brasileiro – acesso facilitado também pela grande oferta de crédito e pelo parcelamento das viagens. Contudo, crédito e parcelamento são válidos também para as viagens nacionais.

Vender um destino não é papel apenas do poder público. O empresariado pode e à medida do possível deve ajudar de formas diversas, inclusive vendendo-se bem. Mas será que isso ocorre?

O setor privado investe pouco na qualidade do marketing e da publicidade. Os anúncios de pacotes nas revistas de viagens não são nada atrativos. Você vê um destino maravilhoso na reportagem mas no anúncio não dá para diferenciar um destino do outro. Acaba-se definindo pelo preço. Falta sedução na estratégia.

E os empresários muitas vezes deixam de aproveitar meios que apresentam custos reduzidos, como as redes sociais. Também há a questão do investimento pessoal. O empresário peca por investir em uma decoração linda e não em treinamento, capacitação, mão-de-obra, o que acaba depondo contra o próprio produto.

Fonte: Panrotas